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Velocidade no trabalho e nas decisões!

Como está sendo o trabalho remoto em uma startup de tecnologia durante a pandemia do Covid-19?

A existência de uma nova pandemia foi confirmada no início do mês de março de 2020. Muitas empresas e seus colaboradores, não estando imunes dos impactos gerados à sociedade, precisaram se reinventar para assegurar sua sobrevivência. Sem precedentes na história recente, o Covid-19 trouxe hábitos que permanecerão por ainda muito tempo no chamado “novo normal”. Entre eles, está o trabalho fora do escritório, que muitas instituições no Brasil e no mundo adotaram como medida para proteger a saúde dos funcionários.

O “Home Office”, como é chamado por aqui, já era realidade – mesmo que de forma parcial – para  algumas companhias, bem como para muitos profissionais que trabalham externamente, como assessores comerciais em visitas a clientes, equipes de manutenção externa, profissionais do setor de transporte, dentre outros, que sempre atuaram longe de suas bases. Eles podem ser considerados uma inspiração para a maioria de nós, habituados à presença física em um escritório, com uma equipe reunida e preferencialmente ao lado de uma estação de água e café, entender que o trabalho isolado e remoto é possível.  Entretanto, a adoção desse sistema de trabalho de forma imediata impõe alguns desafios e pode até gerar certos receios para quem não o conhece, seja em relação ao autogerenciamento, à capacidade de produzir isoladamente e até mesmo à motivação. A estruturação física, que a princípio parecia difícil, mostrou-se uma boa surpresa, afinal, quem já não trabalha em seus escritórios com um computador móvel? Quem já não utiliza seu smartphone, em sua residência ou em quaisquer outros locais com acesso à internet, para realizar transações bancárias ou acessar serviços como cursos online e plataformas de entretenimento? Assim, somada ao bom atendimento, em momento tão particular, dos provedores públicos e privados de energia, transmissão de dados e dos supridores de ferramentas digitais, a implantação do regime “Home Office” na chegada da pandemia foi para muitos uma opção que facilitou tanto as medidas de isolamento social, como a manutenção do regime de trabalho.

Mas quão representativo foi o número de novos adeptos a esse regime de trabalho? Segundo dados do IBGE, tirados da Pnad Covid-19, uma versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua em parceria com o Ministério da Saúde, estima que em maio de 2020 havia 84,4 milhões de trabalhadores ocupados no país. Destes, cerca de 9 milhões estavam em trabalho remoto, número que atingiu o pico entre o final de maio e o início de junho de 2020. Apesar disso, pesquisadores do Ipea e do IBGE estimaram que o trabalho remoto seria possível para 22,7% das ocupações no Brasil, o equivalente a 20,8 milhões de pessoas.

Nesse contexto, as organizações chamadas de “startups”, conhecidas como negócios que têm o olhar no futuro, com objetivo de inovar e transformar processos, apresentam condições propícias para ser os melhores exemplos de transformação e de adoção do regime. Com perfil marcado pelo empreendedorismo, autonomia, pesquisa, dedicação e tolerância ao risco, à procura de um modelo de negócios replicável e escalável em meio ao mercado em sua plena dinâmica, essa categoria de empresas teve a oportunidade mais uma vez de provar sua vocação e resiliência, lidando rapidamente com o desconhecido, sem se deixar abater.

A velocidade nas decisões é uma das características que define as companhias que se tornam líderes na grande maioria das indústrias. As startups já nasceram tendo que aplicar na prática esse conceito de velocidade. No segmento de tecnologia, principalmente, a velocidade é essencial para o desenvolvimento de produtos que atendam às necessidades do público no momento que precisam, muitas vezes sem nem saber que precisavam.

A IBBX, uma startup de tecnologia focada em desenvolvimento de hardware que conta com um time de 21 profissionais, pratica esse conceito diariamente. Logo de início, adotou a nova forma de trabalho, com disciplina, organização e comprometimento de todos os envolvidos, sem perder sua habitual velocidade. Tanto o time administrativo como o técnico deu início à adoção do “Home Office” praticamente pleno, por meio de ferramentas existentes como plataformas de comunicação e de reuniões virtuais e softwares de acompanhamento de atividades, dentre outras, com as quais a equipe já estava em grande parte familiarizada, por ser composta por pessoas de diversas formações e provenientes de diferentes cidades e estados.

Devido à natureza técnica do negócio da IBBX, algumas atividades precisam ser realizadas em laboratório de forma presencial, como experimentos e medições. Para estes casos, foi implementado um sistema de rodízio, para garantir que um número mínimo de pessoas esteja presente de forma simultânea. Também foram adotadas certas diretrizes como a prática do distanciamento social, higienização e ventilação natural dos ambientes, lavagem constante das mãos e a utilização de álcool em gel, máscaras, óculos de proteção, luvas, dentre outros. Além disso, como diversos equipamentos de instrumentação são frequentemente manuseados por pessoas diferentes no ambiente de pesquisa, foi implementado um rigoroso protocolo interno de controle, limpeza e esterilização constante desses itens, utilizando materiais adequados para não os danificar. As tarefas técnicas que não necessitavam serem feitas presencialmente, como simulações computacionais, estudo de artigos e elaboração de relatórios, também passaram a ser realizadas remotamente pelo time de engenheiros e cientistas. Assim, a velocidade dos processos, atividades e decisões foi assegurada em meio a um período crítico e de grande incerteza, sem pôr em risco à saúde da equipe e sem comprometer os prazos das entregas já assumidos.

Desse modo, desejamos compartilhar a nossa boa experiencia com a rapidez no estudo do problema, na escolha das soluções e nas tomadas de decisões, para garantir os objetivos de segurança e produtividade. A velocidade não serve apenas para desenvolver produtos; precisa ser um hábito em todas as esferas de uma startup. A IBBX busca essa meta diariamente, independente do ambiente físico no qual as atividades estejam sendo realizadas, sempre com foco no planejamento, objetivos, constante avaliação das ações e seus resultados, evitando sempre as distrações.

O “Home Office” ensinou outros formatos de interação social com os colegas de trabalho, determinou novos limites entre a vida profissional e pessoal, gerando maturidade profissional, flexibilidade, maior foco na execução das atividades, ganho de produtividade e a diminuição de custos de infraestrutura e deslocamento, além do objetivo principal, que é a mitigação dos riscos à saúde de todos. A conclusão que fica é: a experiência “forçada” de trabalho remoto foi fundamental para amortecer o impacto que a crise de saúde do novo coronavírus está gerando e foi responsável por dar um “empurrãozinho” na desmistificação da prática. Além disso, a experiência foi capaz de nos mostrar que, quando temos a equipe certa, o modelo ideal pode ser um regime de trabalho híbrido e mais flexível, permitindo superar os desafios e reunir o melhor que há dos dois formatos, possibilitando à companhia continuidade e inovação, sem prejuízos e sem comprometer o bem estar e qualidade de vida das pessoas.

William Aloise é cofundador e CEO da IBBX. Em sua carreira, atuou como arquiteto, professor e executivo de grandes indústrias do setor de construção civil. Na IBBX, é CEO e responsável pelas áreas Administrativa e de Marketing.

Lara Timbó é Analista de Negócios na IBBX. Graduada em Engenharia de Petróleo, tem experiencia em processos, gestão de projetos e análises de dados em empresas de diferentes ramos. Na IBBX, atua nas áreas Administrativa e de Marketing.

 

Referências:

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2020-07/em-maio-133-das-pessoas-ocupadas-exerceram-teletrabalho

https://covid19.ibge.gov.br/pnad-covid/trabalho.php

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